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quarta-feira, 27 de março de 2013

Classificação do Índice de Desenvolvimento Humano dos Países do Mundo

O que é o IDH?


O objetivo da criação do Índice de Desenvolvimento Humano foi o de oferecer um contraponto a outro indicador muito utilizado, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que considera apenas a dimensão econômica do desenvolvimento. Criado por Mahbub ul Haq com a colaboração do economista indiano Amartya Sen, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1998, o IDH pretende ser uma medida geral, sintética, do desenvolvimento humano. Apesar de ampliar a perspectiva sobre o desenvolvimento humano, o IDH não abrange todos os aspectos de desenvolvimento e não é uma representação da "felicidade" das pessoas, nem indica "o melhor lugar no mundo para se viver". Democracia, participação, equidade, sustentabilidade são outros dos muitos aspectos do desenvolvimento humano que não são contemplados no IDH. O IDH tem o grande mérito de sintetizar a compreensão do tema e ampliar e fomentar o debate.


Desde 2010, quando o Relatório de Desenvolvimento Humano completou 20 anos, novas metodologias foram incorporadas para o cálculo do IDH. Atualmente, os três pilares que constituem o IDH (saúde, educação e renda) são mensurados da seguinte forma:


  • Uma vida longa e saudável (saúde) é medida pela expectativa de vida;
  • O acesso ao conhecimento (educação) é medido por: i) média de anos de educação de adultos, que é o número médio de anos de educação recebidos durante a vida por pessoas a partir de 25 anos; e ii) a expectativa de anos de escolaridade para crianças na idade de iniciar a vida escolar, que é o número total de anos de escolaridade que um criança na idade de iniciar a vida escolar pode esperar receber se os padrões prevalecentes de taxas de matrículas específicas por idade permanecerem os mesmos durante a vida da criança;
  • E o padrão de vida (renda) é medido pela Renda Nacional Bruta (RNB) per capita expressa em poder de paridade de compra (PPP) constante, em dólar, tendo 2005 como ano de referência.

Publicado pela primeira vez em 1990, o índice é calculado anualmente. Desde 2010, sua série histórica é recalculada devido ao movimento de entrada e saída de países e às adaptações metodológicas, o que possibilita uma análise de tendências. Aos poucos, o IDH tornou-se referência mundial. É um índice-chave dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas e, no Brasil, tem sido utilizado pelo governo federal e por administrações regionais através do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M).

O IDH-M é um ajuste metodológico ao IDH Global, e foi publicado em 1998 (a partir dos dados do Censo de 1970, 1980, 1991) e em 2003 (a partir dos dados do Censo de 2000). O indicador pode ser consultado nas respectivas edições do Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, que compreende um banco de dados eletrônico com informações socioeconômicas sobre todos os municípios e estados do país e Distrito Federal. Uma nova versão do Atlas, com dados do Censo 2010, está sendo produzida pelo PNUD e deve ser lançada no início de 2013.

Indicadores complementares de desenvolvimento humano (IDH – IDHAD, IPM e IDG)

O IDH é uma medida média das conquistas de desenvolvimento humano básico em um país. Como todas as médias, o IDH mascara a desigualdade na distribuição do desenvolvimento humano entre a população no nível de país. O IDH 2010 introduziu o IDH Ajustado à Desigualdade (IDHAD), que leva em consideração a desigualdade em todas as três dimensões do IDH “descontando” o valor médio de cada dimensão de acordo com seu nível de desigualdade.

Com a introdução do IDHAD, o IDH tradicional pode ser visto como um índice de desenvolvimento humano “potencial” e o IDHAD como um índice do desenvolvimento humano “real”. A “perda” no desenvolvimento humano potencial devido à desigualdade é dada pela diferença entre o IDH e o IDHAD e pode ser expressa por um percentual.
Índice de Desigualdade de Gênero (IDG)

O Índice de Desigualdade de Gênero (IDG) reflete desigualdades com base no gênero em três dimensões – saúde reprodutiva, autonomia e atividade econômica. A saúde reprodutiva é medida pelas taxas de mortalidade materna e de fertilidade entre as adolescentes; a autonomia é medida pela proporção de assentos parlamentares ocupados por cada gênero e a obtenção de educação secundária ou superior por cada gênero; e a atividade econômica é medida pela taxa de participação no mercado de trabalho para cada gênero.

O IDG substitui os anteriores Índice de Desenvolvimento relacionado ao Gênero e Índice de Autonomia de Gênero. Ele mostra a perda no desenvolvimento humano devido à desigualdade entre as conquistas femininas e masculinas nas três dimensões do IDG.
Índice de Pobreza Multidimensional (IPM)

O IDH 2010 introduziu o Índice de Pobreza Multidimensional (IPM), que identifica privações múltiplas em educação, saúde e padrão de vida nos mesmos domicílios. As dimensões de educação e saúde se baseiam em dois indicadores cada, enquanto a dimensão do padrão de vida se baseia em seis indicadores. Todos os indicadores necessários para elaborar o IPM para um domicílio são obtidos pela mesma pesquisa domiciliar.

Os indicadores são ponderados e os níveis de privação são computados para cada domicílio na pesquisa. Um corte de 33,3%, que equivale a um terço dos indicadores ponderados, é usado para distinguir entre os pobres e os não pobres. Se o nível de privação domiciliar for 33,3% ou maior, esse domicílio (e todos nele) é multidimensionalmente pobre. Os domicílios com um nível de privação maior que ou igual a 20%, mas menor que 33,3%, são vulneráveis ou estão em risco de se tornarem multidimensionalmente pobres.

O IPM é um indicador complementar de acompanhamento do desenvolvimento humano e tem como objetivo acompanhar a pobreza que vai além da pobreza de renda, medida pelo percentual da população que vive abaixo de PPP US$1,25 por dia. Ela mostra que a pobreza de renda relata apenas uma parte da história.







Pesquisa da Esalq avalia capacidade brasileira em relação a biocombustíveis



Da Assessoria de Comunicação da Esalq



Nos últimos anos, algumas mudanças em nível global têm sido resultado da interferência do homem. Esta interferência, por sua vez, é fruto do avanço da civilização, tecnologia e da potencialização nas formas de exploração de energia para produção de produtos manufaturados em grande escala. Essas interferências na natureza estão transformando a vida do homem, no que diz respeito ao seu bem estar e cotidiano, seja no campo ou na cidade. “Desde a revolução industrial até 2005, por exemplo, houve acréscimo do volume de emissões de gases do efeito estufa, de 100 partes por milhão, período este, em que se observou aumento de 0,7 graus centígrados na temperatura média da terra”, destaca o gestor em agronegócio, Jerônimo Alves dos Santos.

Observando estas mudanças, Jerônimo desenvolveu em seu Doutorado em Economia Aplicada, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP, em Piracicaba, pesquisa científica para expor a capacidade de nosso país em relação à produção e consumo de biocombustíveis. Impactos na economia brasileira, pela substituição dos combustíveis fósseis por etanol e biodiesel, no período de 2010 a 2030, foi o foco do estudo. Orientado pelo professor Joaquim Bento de Souza Ferreira Filho, do Departamento de Economia, Administração e Sociologia (LES), o trabalho que teve como base de estudo o Plano Nacional de Energia (PNE 2030), analisou os impactos na economia brasileira que, uma ampliação na produção e uso do etanol e biodiesel, como substituição de parte dos combustíveis fósseis, poderia trazer.

Levando em consideração as atividades responsáveis por maior emissão de gases, como o transporte, indústria e agropecuária, que são também setores que mais contribuem para a atividade econômica, a análise teve como método o Modelo Computável de Equilíbrio Geral (EGC). “Esse método de análise vem sendo utilizado como ferramenta de decisões em âmbito tecnológico, científico, social, econômico e ambiental, para averiguar questões como impactos ambientais, impactos na renda de um país, choques econômicos, choques internos e externos na economia, problemas nos indicadores endógenos e exógenos na economia, políticas comerciais, políticas tributárias e etc”, afirma o pesquisador. O modelo utilizado é baseado na economia australiana e adaptado para o Brasil, denominado TERM-BR. “É um modelo estático, de um conjunto de equações descritas de forma linear, cuja solução é apresentada na forma de variação percentual”, explica.

Segundo o pesquisador, atualmente o Brasil é um dos poucos países que possui uma participação elevada das fontes de energia renovável em sua matriz energética, atendendo aproximadamente 44% da sua necessidade. Entre essas fontes renováveis encontram-se os produtos de cana-de-açúcar (15,70%), hidráulica (14,70%) e a lenha (9,70%).

A conclusão da pesquisa, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), é positiva. “Os impactos das políticas dos biocombustíveis promovem aumentos em quase todos os agregados macroeconômicos, em especial os choques causados pelo biodiesel, que foram relevantes para o desenvolvimento regional e independência energética do ponto de vista dos impactos sobre as emissões dos gases de efeito estufa”, conta. Foram observadas reduções das emissões dos principais combustíveis fósseis da matriz energética. Sobretudo, foi observado que, tanto economicamente como ambientalmente, as políticas de inserção gradual dos biocombustíveis, podem surtir efeitos favoráveis no aumento da atividade da economia brasileira e na redução das emissões totais.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

VII Encontro Nacional de Ensino de Geografia: FALA PROFESSOR


Do site da AGB-JF

Sediado em Juiz de Fora e programado para acontecer entre os dias 11 e 15 de novembro, o VII Encontro Nacional de Ensino de Geografia, mais conhecido como Fala Professor, conta com o apoio da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) para a sua realização. O evento acontece a cada quatro anos, desde a década de 80. O público alvo de 2011 são os professores da educação básica de ensino, mas também é aberto a estudantes e interessados.
• O Fala Professor é um encontro realizado pela AGB e, como tal, deve buscar sua própria identidade, reforçando o caráter de reflexão que se volta para a busca de encaminhamentos políticos pela Associação, não necessitando guiar-se pela estrutura organizacional de outros encontros acadêmicos temáticos realizados no âmbito da Geografia.
- O Fala Professor pode, e deve, ousar na sua concepção de Encontro, priorizando a discussão da Educação em Geografia, relacionada aos trabalhos de GTs, articulados tanto nacionalmente (GT de Ensino e Formação Profissional) quanto nas seções locais.
• Ao buscar reflexões e encaminhamentos a partir da horizontalidade dos debates, a estrutura do Encontro pode privilegiar formas coerentes com essa busca, o que abre possibilidades para repensar as formas através das quais se organizam as diferentes atividades do Encontro.
• O Fala Professor não obrigatoriamente precisa ser pensado como um evento orientado para abrigar grandes números, relacionados a trabalhos apresentados, oficinas ministradas e outras atividades, mas deve minimamente atender à centralidade definida pela relação entre reflexão e encaminhamento político.

Acesse aqui o site do encontro