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terça-feira, 28 de março de 2017

PÉSSIMA NOTÍCIA! Trump revoga políticas climáticas da era Obama

Donald Trump exibe nesta terça-feira (28) decreto assinado por ele que revoga políticas climáticas da era Obama (Foto: REUTERS/Carlos Barria)
Donald Trump exibe nesta terça-feira (28) decreto assinado por ele que revoga políticas climáticas da era Obama (Foto: REUTERS/Carlos Barria)



O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (28) um decreto que revoga uma série de regulações contra a mudança climática adotadas por seu antecessor, Barack Obama, uma medida concebida para fortalecer a geração de energia doméstica e criar empregos. Ambientalistas dizem que o decreto é perigoso e prometeram combatê-lo nos tribunais.

Antes de assinar o decreto, em visita à Agência de Proteção Ambiental (EPA), Trump disse que sua administração está colocando um fim na "guerra contra o carvão". Também afirmou que as regulações do governo federal estão "matando empregos".

"Temos aqui um grupo muito impressionante para celebrar o começo de uma nova era de energia, produção e criação de empregos na América", afirmou.

O principal alvo do decreto é o Plano de Energia Limpa de Obama, que exige que os Estados eliminem as emissões de carbono das usinas de energia --um elemento crítico para ajudar os EUA a cumprirem seus compromissos com um acordo climático global firmado por quase 200 países em Paris em dezembro de 2015.

O decreto também irá rescindir uma proibição à exploração de carvão em terras federais, reverter regras para a contenção de emissões de gás metano resultantes da produção de gás e petróleo e reduzir o peso da mudança climática nas avaliações federais de novas regulações.



UM POUCO SOBRE O CARVÃO MINERAL


O carvão mineral é um combustível fóssil extraído da terra por meio da mineração. Sua origem se dá a partir da decomposição da matéria orgânica (restos de árvores e plantas) que se acumulou sob uma lâmina de d’água, há milhões de anos.

O soterramento dessa matéria orgânica por depósitos de argila e areia provoca o aumento na pressão e na temperatura, o que contribui para a concentração dos átomos de carbono e expulsão dos átomos de oxigênio e hidrogênio (carbonificação).

De acordo com a International Energy Agency (IEA), o carvão mineral é responsável por 40% da produção de energia elétrica mundial. O carvão mineral também é empregado no setor metalúrgico.

Os dois principais argumentos a favor da produção de energia a partir do carvão mineral são a abundância de reservas, o que garante a segurança de suprimento e o baixos custo do minério (em comparação a outros combustíveis fósseis) e o processo produtivo.

Segundo dados da Agência Nacional de Eenergia Elétrica (Aneel), as reservas mundias de carvão mineral totalizam 847,5 bilhões de toneladas. Essa quantidade seria suficiente para atender a produção atual de carvão por um período aproximado de 130 anos. 
Outro incentivo é que, diferentemente do petróleo e do gás natural, as reservas de carvão mineral são encontradas em quantidades expressivas em 75 países. 
Embora aproximadamente 60% do volume total estar concentrado nos Estados Unidos (28,6%), Rússia (18,5%) e China (13,5%). De acordo com o Serviço Geológico do Brasil, o Brasil está na 10° posição, com 1%.


Os maiores produtores mundiais de carvão são a China e os Estados Unidos, segundo a World Coal Association, seguidos da Índia, Indonésia e Austrália, respectivamente.

Além disso, a maior parte da matriz energética, tanto da China quanto dos Estados Unidos é baseada na produção de energia elétrica a partir de carvão mineral, o qual também é representativo na matriz energética de outros países, como a Alemanha, Polônia, Austrália e África do Sul.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

MURO DA VERGONHA: Trump ordena a construção de barreira física entre EUA e México


O presidente Donald Trump, acompanhado do vice Mike Pence, do secretário de Segurança Interna, John F Kelly, e outros, exibe ordem executiva sobre imigração e que ordena construção de muro na fronteira com o México, em Washington
Foto: Pablo Martinez Monsivais/AP

Uma grande questão geopolítica que envolve as fronteiras estadunidenses cercaram o debate eleitoral presidencial em 2016. Dando continuidade as promessas de campanha, Donald Trump, presidente dos EUA, assinou nesta quarta-feira (25) decreto presidencial que prevê a construção de uma "grande barreira física" na fronteira com o México.

A notícia está no portal UOL

"Uma nação sem fronteiras não é uma nação", afirmou Trump, após assinar o decreto durante uma cerimônia no Departamento de Segurança Interna, em Washington. "A partir de hoje, os Estados Unidos da América recuperam o controle de suas fronteiras."

"Construir essa barreira é mais do que apenas uma promessa de campanha. É um primeiro passo para realmente tornar segura nossa fronteira porosa", afirmou o porta-voz Sean Spicer, na Casa Branca. "Isso vai conter o fluxo de drogas, crime, imigração ilegal para os Estados Unidos."

O porta-voz acrescentou que o México terá de pagar pela construção do muro de 3.200 km-- algo que as autoridades mexicanas rejeitam. A obra tem um custo estimado em US$ 8 bilhões.

"De um jeito ou de outro, como o presidente [Trump] já disse antes, o México terá de pagar por isso", disse Spicer. 

De acordo com trechos de uma entrevista concedida à emissora ABC News divulgados nesta quarta-feira, mas que ainda não foi ao ar, o presidente Trump afirmou que o planejamento do muro começará imediatamente e sua construção, dentro de meses.

"O mais breve possível, o quão breve possamos fazê-lo fisicamente", afirmou Trump ao ser questionado sobre a construção do muro.

"Diria que em meses, sim. Eu diria que em meses, certamente o planejamento vai começar imediatamente", ressaltou, afirmando que o México pagará "100%" pela construção.

"Vamos ser, de certa for, reembolsados pelo México", disse Trump. "Estou dizendo para você que haverá um pagamento. Será feito de alguma forma, talvez de uma forma complicada."

Imigração

Trump assinou ainda nesta quarta uma segunda ordem presidencial que endurece as leis imigratórias dentro dos EUA, em parte fazendo com que as agências que atuam na área "entreguem" imigrantes ilegais para autoridades federais, revertendo a política do governo Obama de "capturar e soltar" imigrantes na fronteira.

A medida também prevê a contratação de 5 mil novos agentes de fronteira e triplicar o número de agentes de deportação, além da retirada de financiamento federal às chamadas cidades-santuário (municípios que limitam cooperação com funcionários da imigração, tecnicamente ajudando a proteger ilegais, como Chicago, Nova York e Los Angeles). 

"O povo americano não vai mais ser forçado a subsidiar esse desprezo pelas nossas leis", afirmou o porta-voz Sean Spicer.

O decreto ainda prevê a criação de uma agência para lidar com "crimes relacionados à imigração ilegal", sem detalhar.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Não globalismo de Trump: presidente dos EUA assina decreto para retirar o país de acordo com países do pacífico

Durante sua campanha presidencial, o republicano afirmava que "globalismo, não; americanismo, sim!". Muitos e muitas chegaram a duvidar que a postura de Trump realmente seria a mesma dos seus discursos. Pois é, ao que parece, tudo indica que o homem das madeixas loiras não estava bradando em vão.
Veja a notícia do portal G1:


Foto: Kevin Lamarque/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (23) uma ordem executiva para iniciar a saída do país do Tratado de Associação Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), negociado pelo governo de Barack Obama e visto como um contrapeso à influência crescente da China.

A iniciativa é a primeira decisão do novo presidente republicano, que durante a campanha denunciou com veemência o que chamou de acordo "terrível", que "viola", segundo ele, os interesses dos trabalhadores norte-americanos.

"Temos falado muito disso durante muito tempo", disse Trump enquanto assinava a ordem executiva no Salão Oval da Casa Branca. "O que acabamos de fazer é uma grande coisa para os trabalhadores americanos", acrescentou.

O texto, promovido por Washington e que supostamente modela as regras do comércio do século XXI, foi assinado em 2015, mas não entrou em vigor. Ele previa a liberação do comércio de serviços, como engenharia de software e consultoria financeira.

A administração Obama considerava o TPP como o melhor tratado possível porque inclui não só a eliminação de barreiras comerciais, como também de normas sobre legislação trabalhista, ambiente, propriedade intelectual e compras estatais.

TPP
O tratado foi assinado por 12 países: Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura, Estados Unidos e Vietnã, que representam 40% da economia mundial.

O TPP, que visa reduzir barreiras comerciais em algumas das economias com o crescimento mais rápido da Ásia e se estender do Canadá ao Vietnã, não pode entrar em vigor sem os Estados Unidos.

Ele precisa da ratificação de pelo menos seis países que respondam por 85% do Produto Interno Bruto (PIB) combinado dos países membros.

Várias organizações não governamentais o questionam por alegar que há normas pouco transparentes para os trabalhadores e o meio ambiente. Argumentam ainda que viola normas soberanas de países-membros e limita o acesso a medicamentos.

A China tem buscado promover sua própria versão de um pacto comercial da Ásia-Pacífico, chamado de Parceria Abrangente Econômica Regional (RCEP, na sigla em inglês), que exclui os Estados Unidos.

Trata-se de um acordo comercial mais tradicional, que envolve cortar tarifas em vez de abrir economias e estabelecer padrões trabalhistas e ambientais como o TPP faria.

Nafta
Trump anunciou na sexta-feira (20), dia de sua posse, que exigirá a renegociação do Nafta, acordo de livre-comércio integrado por Estados Unidos, Canadá e México, e vai abandonar o tratado a menos que o país consiga "um acordo justo".

O comunicado, publicado menos de duas horas depois de Trump fazer seu juramento de posse, diz que o novo governo tentará mudar os termos do acordo em vigor há 23 anos. Durante a campanha, Trump afirmou que o pacto gerou desemprego, baixa na produção industrial e perdas econômicas aos EUA.

A indústria automobilística foi um dos principais alvos das críticas do agora presidente. México e Canadá são os principais exportadores de veículos para o mercado americano. Na campanha e após a vitória nas eleições, Trump atacou especialmente as importações vindas do México e ameaçou sobretaxar fábricas construídas fora dos EUA.

Ele disse que os EUA deixarão de perder indústrias e empregos para a China e o México, e ameaçou penalizar empresas que queiram deixar o país, como fizeram com a Toyota e a BMW.